USUÁRIOS ON LINE

CONTADOR DE LEITORES E VISITANTES

sábado, 16 de abril de 2011

Escandalo Nacional: Pensando fora da Caixa Fábio Lenza irmãoda Secretária da Educação Olga Simão


Os lucrativos negócios familiares, os perdões milionários e as histórias de tráfico de influência do vice-presidente da Caixa Econômica Fábio Lenza
Diego Escosteguy e Murilo Ramos. Com Marcelo Rocha

A Caixa Econômica Federal, um banco público que administra R$ 400 bilhões e 70% dos empréstimos imobiliários do Brasil, é um transatlântico que, apesar das dimensões colossais, navega vulnerável às mais suaves brisas políticas. Ventos que sopram fracos do Palácio do Planalto costumam chegar à Caixa como fortes tempestades. Essa fragilidade decorre de outra: o governo manda nos investimentos do banco. A mistura entre muito dinheiro e muito poder político produz resultados financeiros questionáveis e escândalos ocasionais – além de solavancos que alteram os nomes dos executivos da Caixa conforme a maré. Recentemente, mais uma dessas tempestades se abateu sobre o banco.

Ruy Baron

Houve mudanças em sete dos 12 cargos de chefia da Caixa. A antiga presidente, Maria Fernanda Coelho, pediu demissão após a quebra do PanAmericano, o banco do empresário Silvio Santos, de que a Caixa se tornara sócia. Ela era contra a operação, uma transação com características políticas, feita de cima para baixo. Todos os diretores contrários a esse negócio saíram. Mudaram-se os nomes, às vezes mudam-se as nomenclaturas dos cargos. O que não muda, porém, é a influência do PMDB no banco. Hoje, essa influência personifica-se em Fábio Lenza, o discreto vice-presidente de Pessoa Física da Caixa.

Lenza cuida das operações com cartões de crédito, mas já passou por outros cargos de chefia. É funcionário de carreira da Caixa, uma carreira que deslanchou no começo do governo Lula, graças, de acordo com executivos do banco, a um empurrãozinho especial: a família de Lenza tem ligações com a família do presidente do Senado, José Sarney. Olga, irmã de Fábio, é secretária de Educação do Maranhão, no governo Roseana Sarney. Uma sobrinha de Fábio está empregada no gabinete do senador João Alberto, aliado de Sarney, também do PMDB do Maranhão. E a mulher de Lenza é gerente de relações parlamentares da Caixa. Por meio de sua assessoria, o senador Sarney afirmou que conhece Lenza há mais de 20 anos, mas disse que ambos mantêm apenas uma “relação superficial”.

Assim que se tornou vice-presidente de Negócios da Caixa, em 2003, Lenza deu início a uma veloz e próspera trajetória como empresário. Depois de poucos anos à frente de uma das áreas mais rentáveis do banco, Lenza levantou R$ 2,3 milhões de capital para abrir duas incorporadoras, s que estão em nome dele e de sua família, e comprou 460 hectares em fazendas no entorno de Brasília. ÉPOCA foi à sede das empresas, a Titeus e a Zatto, em Luziânia, no Estado de Goiás. Lá não havia indícios de atividades empresariais. No endereço, funciona um escritório de contabilidade. Um funcionário confirmou que as empresas têm sede naquele local apenas por “questões contábeis”. Numa das fazendas de Lenza, a Manga Velha, um capataz confirma que “Seu Fábio” é o dono das terras. À Receita, Lenza informou que cria gado e cultiva milho nas fazendas.

Numa investigação recente, a Polícia Federal acusou Lenza de envolvimento em um esquema de “tráfico de influência” em várias áreas do governo. De acordo com a PF, esse esquema seria liderado por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Os policiais afirmam que Lenza teria mantido, em março de 2008, uma reunião com a incorporadora Abyara na casa do senador José Sarney, em Brasília. Nessa reunião, Lenza teria sido, segundo a acusação, orientado por Fernando Sarney a ajudar a Abyara a conseguir um empréstimo da Caixa em condições vantajosas. Não se sabe se a Abyara conseguiu o que queria, mas a empresa depositara, meses antes, R$ 2,4 milhões na conta pessoal de uma filha de Fernando Sarney. Por meio de sua assessoria, o senador Sarney afirmou desconhecer a reunião em sua casa, assim como as acusações dos investigadores nesse caso. O advogado Eduardo Ferrão, que defende Fernando Sarney, disse que não se manifestaria porque a investigação da PF corre sob segredo de Justiça.

Há mais coisas que não se sabem sobre a performance de Lenza na Caixa. Foi sob seu comando que se arquitetou uma operação suspeita, pela qual a Caixa abdicou, em 2007, de receber centenas de milhões de reais em créditos comprados dez anos antes, no âmbito do saneamento do sistema financeiro promovido no governo Fernando Henrique Cardoso. ÉPOCA obteve cópia de um contrato secreto assinado entre a Caixa, o banco Santander e o grupo Bozano, que está nos cofres do banco estatal. O documento, qualificado de “instrumento particular”, tem dez páginas e nenhuma semelhança com a formatação dos papéis oficiais do banco. Não há cabeçalho nem registro em cartório. Nele, a Caixa abre mão de receber dinheiro que lhe era devido e dá como quitada uma dívida antes reconhecida. Em troca, recebe novos créditos, que, de acordo com executivos do banco, dificilmente serão cobrados.

Igo Estrela
CAINDO DE MADURO
A fazenda Manga Velha (acima.) é uma das muitas propriedades compradas recentemente pelo vice da Caixa Fábio Lenza. Acima, trecho de relatório revela a intersecção entre o trabalho público de Lenza e o esquema que, segundo a PF, era comandado por Fernando Sarney

O dinheiro devido à Caixa somava R$ 1,9 bilhão. Eram créditos comprados do banco gaúcho Meridional, estatizado no governo Sarney e privatizado no governo FHC. Em 1997, o Meridional dava prejuízo. O governo, em vez de investir dinheiro do Tesouro para saneá-lo antes da privatização, resolveu primeiro que a Caixa compraria os créditos do banco, com um empréstimo do Banco Central. Isso aconteceu porque o Meridional também detinha créditos bons, que poderiam depois ser cobrados e gerar recursos para os cofres públicos. A Caixa fechou o contrato de compra com o Meridional e, com isso, saneou o banco. Em seguida, o controle do Meridional foi vendido ao grupo Bozano por R$ 265 milhões. Não havia a expectativa, é claro, de que seria possível recuperar todo o R$ 1,9 bilhão. Mas o Bozano se comprometeu a devolver à Caixa o que conseguisse cobrar das dívidas antigas. Em 2000, o Bozano foi comprado pelo banco Santander, que herdou todas as suas obrigações.

Ao longo de todo o período, foi difícil para a Caixa reaver o dinheiro – mesmo naqueles casos em que a dívida era paga, e sobretudo a partir do governo Lula, quando Lenza assumiu o setor que cuidava do caso (leia o quadro). Procurados, o grupo Bozano, o Santander e a Caixa negaram quaisquer irregularidades na transação. “O Bozano não se apropriou de crédito algum indevidamente”, disse Luiz Fernando de Freitas, diretor jurídico da Companhia Bozano. “Prestávamos conta das nossas atividades todos os meses e com muito rigor.” Executivos do Santander afirmaram que a Caixa se recusava sistematicamente a aceitar os créditos – não sabem por quê. O Santander disse que repassou todos os créditos devidos à Caixa; o restante, informou o Santander, caberia ao grupo Bozano. A Caixa se manifestou por meio de nota: “A Caixa esclarece que parte desses créditos (do Meridional) foi rejeitada pela Caixa por não atender aos requisitos da cessão.Tal pendência foi solucionada com o contrato firmado em 2007 e aditado em 2008, onde os créditos rejeitados foram substituídos por outros com as características exigidas pela Caixa. A Caixa informa que as medidas adotadas foram de conhecimento da Secretaria do Tesouro Nacional”.

Apesar da complexidade financeira do assunto, e descontados os desencontros entre as versões, resta a suspeita de que a Caixa tenha perdido dinheiro na história. Em 1997, perdeu mais dinheiro que o necessário ao não estabelecer exatamente quanto poderia receber de volta do Meridional – e ao aceitar pagar uma taxa que, de acordo com executivos do banco, seria excessiva pela administração da carteira. Perdeu dinheiro também no meio do caminho, sob a gestão de Lenza, ao se recusar constantemente a receber créditos bons. Perdeu dinheiro, sobretudo, com o contrato secreto de 2007, pelo qual não só abdica de receber o que lhe era devido, como também aquilo que já reconhecera como dívida possível de cobrar. Procurado por ÉPOCA, Lenza não quis se pronunciar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

NOTA DA UNE UBES UESMA EM APOIO A GREVE DOS EDUCADORES NO MARANHÃO


Observamos no Maranhão o resultado de um projeto de governo que perdura por mais de 40 anos, a oligarquia Sarney, responsável pela exclusão social do nosso povo. No setor educacional não é diferente essa forma atrasada e oligárquica de tratar a coisa pública que resultou na falência da rede estadual de ensino.

Diante da greve dos educadores que ocorre no Maranhão manifestamos o nosso apoio ao SINPROESEMMA nesta luta para conquista e garantia dos direitos dos trabalhadores e pela educação de qualidade:

1. A greve é legítima com a sua pauta acertada em defesa dos direitos da categoria, principalmente na aprovação do estatuto do educador e no reajuste salarial;

2. A melhoria das condições de vida do trabalhador da educação resulta em fortalecimento da qualidade educacional;

3. A greve chama a atenção da sociedade, proporcionando um amplo debate sobre a qualidade do ensino público no estado. O sucateamento das escolas no Maranhão é visível, principalmente na infraestrutura;

4. Estamos à mercê de uma precarização do trabalho em educação através de várias formas, os professores que não dão aulas em suas respectivas matérias, fato comum nas escolas, prejudica a qualidade de ensino;

5. Vale lembrar que são históricos os ataques da governadora Roseana Sarney aos trabalhadores e estudantes por meio de projetos fraudulentos como o tele-ensino que substituiu os professores em sala de aula por televisões. Os professores e estudantes maranhenses durantes décadas estiveram sem o direito de acesso ao ensino médio, com somente 54 escolas em 217 municípios vivemos esta triste realidade fortalecida nos governos eleitos pelo grupo oligárquico com a sua representante maior passando pelo seu 4º mandato. Os dados divulgados em 2010, pelo INEP, demonstra que das 20 piores escolas do Brasil, segundo as notas do ENEM, 5 estão no Maranhão. Estando como o estado com o maior número de escolas entre as piores do país;

6. Os estudantes da rede pública quando passam no funil do vestibular para a UEMA encontram um retrato do sucateamento e precarização na estrutura e nas condições de trabalho dos professores e servidores da educação superior. A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA distribuiu bolsas para aliados da governadora Roseana Sarney sem ao menos estarem inscritos em alguma pesquisa ou programa de ensino;

7. É absurda a falta de interesse em resolver o impasse causado pelo próprio governo com a categoria, prejudicando milhares de estudantes no estado, fato demonstrado pelas palavras do chefe da casa civil, Luis Fernando, quando declarou que “a greve é boa para o governo porque economiza dinheiro”. O governo está empenhado em divulgar a mentirosa propaganda de normalidade na rede de ensino com o dinheiro do contribuinte;

8. Convocamos os estudantes, pais e a sociedade maranhense em geral para uma ampla jornada em defesa da educação e de apoio aos educadores como forma de pressionar o governo na solução urgente dos problemas da educação e na imediata aprovação do estatuto do educador.

UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES - UNE

UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS - UBES

UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DO MARANHÃO - UESMA

sábado, 12 de março de 2011

SARNEY TRABALHA PARA INVIABILIZAR O GOVERNO DO AMAPÁ


Senador Gilvam Borges (PMDB) aliado de Sarney no Amapá vaza estretégia golpista de Sarney para inviabilizar financeiramente o estado

No último dia 10 de março, o senador tapetão Gilvam Borges (PMDB), concedeu uma entrevista ao programa “O Estado é Notícia”, que teve como principal objetivo desferir ataques políticos ao governa da Frente Popular e seus principais adversários políticos no Amapá: a família Capiberibe.

No afã do desespero político, por conta da proximidade do julgamento do STF, que pode mudar o cenário político nacional em 360º, Gilvam Borges ao atacar o governo Camilo deixou escapar o objetivo central da estratégia política arquitetada nos escaninhos do congresso nacional, pelo coronel José Sarney (PMDB).

Gilvam Borges abriu o jogo, revelando que o principal objetivo da oposição encabeçada pelo PMDB e Sarney é inviabilizar financeiramente o Amapá, fazendo com que nosso estado fique na lista negra do CADIN, tornando-se inadimplente e impossibilitado de receber recursos do governo federal.

Ao refererir-se a atual situação da CEA, Gilvam Borges revelou: “então isso ai é um problema muito sério e que precisa ser visto, sabe por que, porque a ELETRO NORTE através do Ministério de Minas e Energia, convocado pelo Tribunal de Contas da União, vai decretar caducidade da CEA, porque isso já se fala a bastante tempo e essa enorme dívida vai passar para o governo do Estado, e isso entrando no CADIN nós estamos perdidos.”

Nesse trecho da entrevista Gilvam Borges, vassalo do senador Sarney, que controla o Ministério de Minas e Energia e tem forte influência no setor energético, revela a promiscuidade golpista que a oposição vai utilizar para que o governo da Frente Popular não seja sucesso. Sarney de quebra conseguiria dois dos seus principais objetivos: dá o golpe no povo amapaense e num futuro próximo entregar a CEA nas mãos do mega-bilionário Eike Batista, aliado do coronel do Maranhão.

A federalização da CEA seria o caminho arquitetado pelo senador Sarney, para colocar o Amapá na lista dos inadimplentes do CADIN. Caso isso aconteça, o Governo do Estado ficaria impossibilitado de receber recursos do PAC, da BR-156, da construção do Aeroporto Internacional de Macapá, dentre outras obras e programas que seriam disponibilizados pelo governo federal.

Gilvam Borges deixou vazar qual é o objetivo do PMDB e do senador Sarney: "Inviabilizar o governo Camilo". Se isso acontecer, o Amapá poder ser tornar um caos, onde o povo vai ser o principal prejudicado.

A artimanha golpista dos dois coronéis só demonstra que a turma aliada do ex-governo da falida “harmonia” não está preocupada com o bem estar social do povo amapaense.

O povo amapaense precisa ficar ciente do objetivo da oposição e combater mais uma tentativa golpista de Sarney, Gilvam Borges e das elites locais.

Blog do Heverson Castro


quinta-feira, 10 de março de 2011

Nota do Sinproesemma em Resposta ao Governo


À SOCIEDADE EM GERAL

Nós, educadores (professores, especialistas e funcionários de escolas), estamos desde 2009 empenhados na definição, aprovação e aplicação do Estatuto do Educador, necessário ao reconhecimento e valorização do profissional, que pode dar ao ensino público a qualidade que a sociedade maranhense exige e paga por ela.

Ao contrário do que diz a propaganda oficial, o governo de Roseana Sarney (PMDB) já demonstrou não ter compromisso com a qualidade do ensino público. E é por isso que estamos em greve geral por tempo indeterminado, desde o dia 1º de março. Vejamos o que tem acontecido:

1. Em 2009, conseguimos após muitos debates, estabelecer, com o Poder Executivo, um projeto de Estatuto do Educador. Logo em seguida, o governo Roseana Sarney (PMDB) rasgou esse projeto e tentou impor outro, construído exclusivamente pelo governo. Devido à resistência dos educadores, o governo recuou e disse aceitar o projeto estabelecido em consenso;

2. Demonstrando má-fé, o governo Roseana Sarney mente ao dizer ter “o compromisso de implantar integralmente, este ano, o Estatuto do Educador, contemplando, inclusive, revisão salarial para a categoria”. Mas o Orçamento do Estado para 2011, proposto por Roseana e assessores, não previu os impactos financeiros para aplicação do Estatuto. Mais ainda: a orientação que partiu do Palácio dos Leões foi que a bancada governista rejeitasse emendas parlamentares que destinavam recursos para vigência imediata do Estatuto;

3. Confirmando a irresponsabilidade do governo com a educação, temos hoje fechamento de turnos em escolas, professores aprovados e excedentes do último concurso à espera de nomeação, outros ministrando aulas de disciplinas para as quais não estão habilitados, abandono da estrutura física das escolas, falta de carteiras nas salas de aula, superlotação de turmas, extinção de vagas entre outros;

4. Agora o governo Roseana Sarney tenta manipular a opinião pública e mente para a sociedade ao dizer que agora está organizando a rede estadual, a começar pelo calendário escolar, e que tudo vai bem na educação. Vale dizer que o ano letivo começou, no dia 21, sem muitas escolas terem sequer carteira para os alunos sentarem;

5. O governo envereda por um caminho perigoso quando atribui aos educadores o não cumprimento de um acordo para regularização do calendário escolar que há anos está defasado, não pelos protestos dos trabalhadores, mas por falta de professores.

6. A governadora Roseana Sarney, que anunciou que faria “o melhor governo da sua vida” e que “a educação passaria por uma revolução”, tem a oportunidade de entrar para a história ao atender às reivindicações dos educadores.

7. Afinal, o Maranhão disputa os últimos lugares no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A situação do ensino cada vez mais precária deve-se a política de sucessivos governos que não priorizaram a Educação. Sabemos da crise pela qual passa a educação pública no país, e no Maranhão não é diferente, com um agravante: aqui se encontram cinco das 20 piores escolas do Brasil.

8. Os educadores e educadoras, representados pelo Sinproesemma (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão) não recuarão diante das ameaças, chantagens e repressão vindas do governo do Estado e continuarão em greve até que o Poder Executivo se disponha a negociar e atender as reivindicações dos trabalhadores.

Educação pública de qualidade só com o estatuto aprovado e o educador valorizado.

A greve continua! Estatuto já!

São Luís, 4 de março de 2010

Diretoria do Sinproesemma

Gestão Unidade pra Lutar!

quinta-feira, 3 de março de 2011

ANPG lança abaixo-assinado por reajuste de bolsas e alcança 21 mil assinaturas em 5 dias


Mal foi enviado por email para alguns pós-graduandos, na última quarta-feira (23), e o texto já tinha mais de 21 mil signatários nesta segunda-feira (28). Trata-se da Campanha de Bolsas da ANPG, iniciada no ano passado. Após audiências com agências e ministérios e movimentação no Congresso Nacional pelo aumento do orçamento do MCT e do MEC para o fomento à pesquisa, a campanha lança agora abaixo-assinado pelo reajuste dos valores das bolsas de mestrado e doutorado, ao mesmo tempo em que eleva o tom da crítica à política macroeconômica adotada neste início de governo Dilma Rousseff. Na opinião dos pós-graduandos, uma política consequente de valorização das bolsas é elemento chave ao desenvolvimento soberano do país, calcado no avanço científico e tecnológico.

O abaixo assinado e a crítica à política macroeconômica são fruto do debate realizado na reunião de diretoria da ANPG em 21 de janeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Fruto de ação da entidade, os pós-graduandos conquistaram em 2010 a licença-maternidade para as bolsistas da CAPES (o CNPq já tinha) e, em novembro, a ampliação do número de bolsas do CNPq (foram oferecidas mais 2 mil). Dando continuidade à campanha, a pauta do abaixo-assinado que ora lançamos é o reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado.

A reivindicação é contextualizada por uma crítica à lógica monetarista que tem regido a equipe econômica do governo federal neste início de gestão. O movimento nacional de pós-graduação nunca se furtou a pautar um projeto de desenvolvimento do país que garanta soberania e distribuição de renda. Acreditamos que a política atual contraria o debate realizado durante as eleições presidenciais, que culminou no apoio da ANPG à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno. Seguimos confiantes das possibilidades de crescimento do país e decididos a mobilizar em favor do projeto de mudanças para o qual a presidente Dilma foi eleita. Entretanto, seu governo só logrará sucesso se a necessária implementação deste projeto se efetivar.

Além do reajuste imediato, a ANPG pauta também uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa, aos moldes da proposta apresentada pelo PL 2315/2003, o PL dos pós-graduandos, que foi desarquivado e imediatamente rearquivado neste início de legislatura. O objetivo é valorizar a pesquisa científica, que deve, cada vez mais, conseguir dar respostas à sociedade, valorizando a criatividade e as potencialidades do povo brasileiro para a realização de uma ciência original, voltada tanto ao desenvolvimento tecnológico quanto ao social.

Embora um reajuste fosse bem vindo também para outras modalidades de bolsa de pesquisa, como pós-doutorado, iniciação científica, bolsas sanduíche, etc., elas não entraram nesta reivindicação imediata por terem sido reajustadas em março de 2010. Todas as modalidades, entretanto, são consideradas quando se fala em política permanente de valorização das bolsas de pesquisa. O objetivo é ter foco nas pautas apresentadas para que as mobilizações se traduzam em conquistas.

Abaixo-assinado Campanha da ANPG pelo reajuste das bolsas de pesquisa:

Clique aqui para assinar o texto do abaixo-assinado da Campanha de Bolsas da ANPG.

quarta-feira, 2 de março de 2011

3º Dia Ato público dará continuidade à greve nesta quinta-feira


O SINPROESEMMA tem intensificado deste a última terça-feira, (1º), atividades dentro das escolas, logo depois de oficializar o movimento grevista com manifestações em todos os municípios do Estado.

Amanhã, quinta-feira, (03/03), a categoria vai novamente às ruas, e na oportunidade se fará ouvir pela sociedade. A medida faz parte do calendário de greve cujo intuito é sensibilizar os gestores estaduais para com a necessidade da aprovação e aplicação do Estatuto do Educador e das 21 pontos de pautas que estão incluídas no processo de negociação entre o Sindicato e o governo.

O movimento paredista tem se fortalecido em todos os municípios maranhenses. Destaque para os trabalhadores da rede estadual de Balsas e de Caxias, que a exemplo da capital, fez ato público e uma grande caminhada nas principais ruas daquela cidade.

Movimento em Balsas

Em Balsas, a greve teve início nas primeiras horas da manhã, logo depois dos professores Márcio Rêgo e José Luis Ribeiro percorrerem várias escolas, para juntos, confirmarem a adesão total da categoria ao movimento.

À tarde, (16h), a programação intensificou-se com ato público em frente ao ginásio de esportes do município, situado em uma das mais movimentadas avenidas da cidade. Em seguida, os trabalhadores em educação saíram em caminhada pelas principais ruas, tendo como reforço, carro de som, panfletos, apitos, faixas, d entre outros. Na ocasião, os participantes fizeram saber toda a sociedade bacabalense dos reais motivos da greve. Alunos e pais, também participaram da caminhada.

Na próxima quinta-feira, (03), a programação terá continuidade pela manhã. O movimento desta vez se dará em frente ao ginásio de esportes do município. No local, o Núcleo do SINPROESEMMA estará registrando o ponto dos professores presentes. Já às 16h, novo ato público fará o mesmo percurso do primeiro dia.

Movimento em Caxias

Ainda que debaixo de muita chuva, os trabalhadores em educação de Caxias não se retraíram e depois de visitarem as unidades escolares, organizaram o ato público que teve a participação maciça daqueles que atuam na sede do município.

A atividade ocorreu na praça da matriz, no período das 08h às 11horas. Os educadores voltaram no período da tarde para a praça da escola Thales Ribeiro. Para finalizar, o grupo desenvolveu blitz nas escolas, conscientizando a todos da necessidade da paralisação geral.

Bira do Pindaré declara apoio à greve de professores estaduais


Da Assecom / Gab. do dep. Bira do Pindaré


O deputado Bira do Pindaré (PT), em pronunciamento realizado na manhã desta quarta-feira (2), na Assembleia Legislativa, declarou seu apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino. Os educadores estão no segundo dia de paralisação e apresentam um caderno de pauta com 22 reivindicações.

Bira responsabilizou o governo estadual por esta crise no ensino. “os professores estão em greve no Estado do Maranhão, mais uma vez, a população jovem, sobretudo, prejudicados em razão da incapacidade gerencial de quem governa de resolver as questões fundamentais em relação à categoria dos professores”, afirmou.

O parlamentar elencou as cinco principais reivindicações dos professores: “A aprovação do estatuto do educador, nomeação imediata dos excedentes nos concursos, reajuste de 42% no piso, assinatura das progressões e a desvinculação de avaliação de empenho da progressão. Alinho-me à luta dos educadores”, declarou Bira.

Bira ainda destacou a importância do estatuto do educador para garantir os direitos básicos, de reajuste salarial e plano de carreira da classe. Aproveitando o espaço, cobrou do governo estadual um posicionamento acerca do estatuto. “A implantação do Estatuto dos Educadores, um assunto que já vem remoendo há anos e não se tem uma resposta e é essa resposta que precisa ser operacionalizada, através de uma mensagem para esta Casa, para que a gente possa fazer um debate profundo sobre a organização da educação no Estado do Maranhão”, concluiu.