quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Nota oficial - UNE e UBES defendem novo Enem opcional a todos os prejudicados
Diante dos fatos ocorridos na aplicação das provas do Enem no último final de semana, as entidades estudantis UNE e UBES voltaram a se manifestar publicamente nesta terça-feira. Leia a íntegra da nota:
1. A UNE e a UBES se posicionam contra a anulação do ENEM 2010. Milhões de estudantes realizaram a prova em condições adequadas, prepararam-se, e a anulação da prova seria cometer uma injustiça com esta grande maioria.
2. A UNE e a UBES são intransigentes na defesa de que os estudantes prejudicados tenham o direito a realizar uma nova prova. Nenhum estudante pode ser prejudicado sob o risco de descredibilizar o ENEM.
3. A UNE e a UBES exigem que o MEC determine OBJETIVAMENTE os critérios para que os estudantes tenham direito a este novo exame. Se o MEC não tiver condição de determinar estes critérios, a UNE defende que o critério seja opcional, ou seja, todos aqueles que se disserem prejudicados devem ter o direito a esta nova prova. O estudante que optar por não fazer esta nova prova deve ter garantida a sua nota inicial.
4. A UNE e a UBES permanecem aguardando a retratação do MEC em relação ao post publicado no twitter da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação.
5. A UNE a UBES reivindicam a criação de um Instituto Federal que será o responsável pela aplicação das provas do ENEM.
6. A UNE a UBES reivindicam ainda a marcação de uma audiência com o ministro da Educação para que representantes das entidades estudantis e um grupo de estudantes prejudicados possam discutir os pelos problemas ocorridos no ENEM.
7. Defender o Enem é, antes de tudo, corrigir os seus erros. A UNE e a UBES voltam a ressaltar que NÃO se somam àqueles que se utilizam de equivocos para derrotar o ENEM. Na opinião da UNE e da UBES, o ENEM deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira como são os casos do ProUni e da seleção de dezenas de universidades federais pelo país, superando o velho modelo do vestibular, cruel método de acesso ao ensino superior no pais. O Enem é também elemento fundamental na construção do Sistema Nacional da Educação.
9 de novembro de 2010
União Nacional dos Estudantes (UNE)
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
terça-feira, 29 de junho de 2010
Declaração de voto de um jovem reacionário

Declaração de voto de um jovem reacionário
Para quem não me conhece, eu moro em uma cobertura no Leblon, bairro da zona sul do Rio de Janeiro de frente para o mar. Nunca trabalhei, nem meu pai, mas meu avô sim, sempre trabalhou muito, dando duro no laborioso mercado especulativo financeiro.
Graças à vida dura de meu avô e à herança que por ele nos foi deixada, hoje podemos morar não só no Leblon, como podemos ter algumas fazendas no interior do Mato Grosso. Para se ter uma idéia de como meu avô foi um grande trabalhador, hoje a soma de todas nossas fazendas tem o tamanho da área de um país como a Bélgica, não é fantástico?
Mas não é sobre isso que quero falar. Quero explicar por que nessas eleições eu votarei na direita reacionária e conservadora. Voto em José Serra, pois ele é o único candidato que realmente se compromete em abaixar os impostos. Pois acho injusto ter que dividir com o Estado o dinheiro da herança de meu avô que foi um homem bastante trabalhador.
Acho injusto que o dinheiro de minha herança vá para o Estado, para que este Estado dê o meu dinheiro para os pobres do Nordeste poderem fazer três refeições ao dia. Afinal de contas, se esses nordestinos são pobres é porque eles são preguiçosos e não querem arrumar emprego. Se eles trabalhassem que nem o meu avô eles poderiam ter uma cobertura no Leblon como eu tenho.
Voto em José Serra, pois ele prega em seu programa de governo a implementação de um Estado Mínimo, conseqüência da diminuição dos impostos. Para quem não sabe o Estado Mínimo é aquele que serve ao mercado financeiro, à propriedade privada. A função do Estado mínimo é proteger a propriedade. Saúde e educação pública são supérfluos. Afinal de contas, graças a herança deixada por meu avô posso pagar colégio e universidade particular, posso ter um plano de saúde de qualidade e me internar no Copa D´or quando eu quiser.
Voto em José Serra, pois tenho certeza absoluta de que ele acabará com esse tal de Prouni. Onde já se viu isso? Meu dinheiro, via imposto, vai para estudantes de escolas públicas terem acesso à Universidade. Não posso aceitar isso, é injusto demais comigo. Eu só admito pagar imposto se for para ter um estado que garanta a minha segurança e a de minha propriedade. Pois nos dias de hoje, em que esses vagabundos invejosos do MST ficam invadindo minhas fazendas, é preciso cada vez mais uma justiça e uma polícia que possa criminalizá-los. Por tudo isso eu voto em José Serra para presidente.
domingo, 27 de junho de 2010
No TWITTER: Altemar Lima anuncia o apoio do PPS a candidatura de Flávio Dino
-
altemarlima
Flávio Dino não desisitiu de sua candidatura e contará com o apoio do PPS no Maranhão! -
altemarlima O PPS não é e não será sub legenda de nenhum outro partido! Vamos com Flávio Dino! Na coligação PDT/ PSDB não houve espaço para o PPS!
sábado, 26 de junho de 2010
Flávio Dino e o Maranhão de Ignácio Rangel
Flávio Dino e o Maranhão de Ignácio Rangel
Por Elias Jabbour
Ignácio de Mourão Rangel foi o mais completo pensador brasileiro do século XX. Maranhense de formação jurídica, tornou-se economista, levado que foi a sê-lo diante dos desafios que a compreensão do Brasil – e de seu futuro – colocavam em sua mente. Militante político, marxista e desenvolvimentista, Rangel encerra não somente as melhores tradições do pensamento nacional brasileiro e maranhense. Sua história é o contraponto não somente das tentativas neoliberais de assalto ao futuro do Brasil, mas também o contraponto a uma das mais violentas oligarquias feudais que ainda hoje respira poder em seu estado natal.
Filho de um juiz de direito, diz que as trilhas do Maranhão encerravam mais do que caminhadas idílicas pelo Estado. Encerravam a caçada aos liberais oposicionistas da “República do Café com Leite” pela via de transferências cotidianas de comarcas.
Flávio Dino, 42 anos de idade. Juiz de direito, deputado federal pelo PCdoB e filho do nobre deputado Sálvio Dino, que teve seu mandato cassado pela ditadura militar. Ditadura esta em cujos quadros de sustentação figurou José Sarney, notadamente o maior inimigo do progresso do Maranhão. Flávio Dino é uma das maiores revelações da política brasileira recente, um “marxista cristão”, no melhor sentido que o termo pode revelar. Com uma obstinação única, colocou em suas costas o desafio de livrar o Maranhão – de uma vez por todas – das raias da miséria e da degradação política e social. As coincidências entre esses dois grandes brasileiros e maranhenses não param por aí: Rangel foi produto de um Brasil que começava a tomar o destino em suas mãos. Como Sérgio Buarque de Hollanda e Gilberto Freyre, Rangel era de uma geração fascinada pelo Brasil novo que nascia com a Revolução de 1930, encabeçada pelo patriota e estadista Getúlio Vargas.
Flávio Dino, por sua vez, é a negação de um país que fora quase que condenado a retornar a um destino sonhado por muitos intelectuais pessimistas da década de 1920 do ano passado. É expressão do Brasil de Lula, do Brasil que volta a pensar grande e de um “povo que não desiste nunca”. É expressão da necessidade de implementação de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil e para o Maranhão. O Maranhão não pode ser condenado ao retorno à Idade da Pedra.
Em uma das últimas visitas ao seu estado natal, Ignácio Rangel levantou inúmeras hipóteses de desenvolvimento futuro de seu Maranhão. Ao contrário dos teóricos do "subdesenvolvimento", para Rangel o Nordeste (e o Brasil) não é um binômio de atraso e estagnação, mas sim de atraso e dinamismo. Logo, para Rangel o desenvolvimento do Maranhão deveria se pautar por uma história de dinamismo único no Nordeste, o qual, no entanto, foi se perdendo ao longo do século XX. Esse desenvolvimento estaria centrado basicamente na edificação de uma diversificada indústria, lastreada em um moderno sistema de transportes. Eis o caminho antevisto por Rangel para colocar esse Estado “numa posição de elite, no vigoroso organismo em que se converteu o Brasil”. Para o Maranhão alcançar esse objetivo, segundo Rangel, seria necessário condenar o estado a “pensar grande”.
Ora, no concreto, o que significa essa condenação ao “pensar grande”? O que se encerra em tal expressão? Condenar o Maranhão a “pensar grande” passa necessária e definitivamente pela eleição de Flávio Dino ao governo desse maravilhoso estado. Repito: o Maranhão não pode ser condenado ao retorno à Idade da Pedra.
Elias Jabbour é doutorando em Geografia Humana pela FFLCH-USP
domingo, 23 de maio de 2010
Rabelo: Candidatura de Flávio Dino é prioridade para o PC do B

Reafirmando a centralidade do projeto comunista no Maranhão, o presidente do PCdoB voltou a defender a candidatura de Flávio Dino ao governo estadual. “Esta é uma prioridade para o PCdoB. Não é de nosso feitio sair de uma disputa sem justificativa”, declarou o presidente na terceira e última parte de sua intervenção – dedicada ao projeto eleitoral do partido – feita na reunião do Comitê Central deste sábado, 21, em São Paulo.
Renato Rabelo afirmou que “o PCdoB é consequente e radical em suas escolhas, mas não fundamentalista, nem espontaneísta. Portanto, leva em consideração a política, que é o que deve comandar nossas ações”.
Não é a primeira vez que o presidente do partido posiciona-se sobre o assunto. Recentemente, em ato feito pelo PCdoB para anunciar seu apoio a Dilma Rousseff, Rabelo dirigiu-se ao presidente Lula defendendo Dino. “Queremos manter e elevar a liderança dele no Maranhão porque os quadros são o que há de mais importante para o PCdoB e Dino é uma alternativa importante em seu estado”, disse hoje na reunião do CC.
AS MÃOS SUJAS DE SARNEY CONTINUAM GERANDO CONSTRAGIMENTOS NACIONALMENTE AO PT
Assédio dos Sarney faz do PT-MA um caso de políciaAté aqui, a discussão era política. O PT do Maranhão decidira, em março, dar de ombros para o projeto reeleitoral de Roseana Sarney (PMDB).
Em votação apertada –87 votos contra 85— a convenção estadual petista aprovara o apoio à candidatura comunista de Flávio Dino (PCdoB).
Desde então, os Sarney pegam em lanças para reverter a decisão. Querem que o partido de Lula reproduza em solo maranhense a junção nacional PT-PMDB.
Em Brasília, José ‘Incomum’ Sarney pôs-se a defender, nos subterrâneos, os interesses da filha-governadora.
Súbito, descobriu-se que o cerco dos Sarney ao petismo não é apenas político. O assédio é, sobretudo, monetário.
Deve-se a revelação à repórter Sofia Krause. Ela levou às páginas de Veja a notícia de que operadores dos Sarney ofereceram dinheiro a petistas.
Notícia detalhada, com datas, nomes e cifras. Descobriu-se que a cotação de um petê maranhense oscila entre R$ 20 mil e R$ 40 mil. Procurada, Roseana se absteve de comentar.
Quatro petês ouvidos pela repórter animaram-se a confirmar as oferta$. Juram que refugaram. Mas um fato indica que alguém pode ter aceitado.
Aportou na direção PT federal um curioso abaixo-assinado. Carrega 98 jamegões. Todos se declaram a favor da aliança com Roseana.
Significa dizer que 13 petistas viraram a casaca. Já não estão dispostos a apoiar Flávio Dino, o rival comunista de Roseana. Devem ter suas razoe$.
O curioso é que o estímulo financeiro já nem era mais necessário. Premido por Lula, o PT federal já havia decidido intervir no diretório maranhense.
A batida de martelo está agendada para 11 de junho, dia em que o diretório nacional do PT se reunirá para dirimir as últimas pendências com o PMDB.
Em afronta à decisão de Brasília, o pedaço do PT que ainda pende para o Dino convocara para este final de semana um “encontro estadual extraordinário”.
Pretendia-se ratificar o apoio ao PCdoB. Em comunicado oficial, o PT federal proibiu a realização do encontro.
Assina o ofício o secretário nacional de Organização do PT. No texto, ele expõe em letras vivas a desorganização do braço maranhense do partido.
Frateschi chega mesmo a mencionar que a pendenga derivou para “ameaças físicas”. Não menciona os argumentos pecuniários dos Sarney.
Neste sábado, nas pegadas do noticiário acerbo, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, veio à boca do palco para anunciar que decidiu apurar os fatos.
"Vamos montar uma comissão da Executiva nacional para apurar os fatos e, quem sabe, instruir um possível processo de quebra de ética”.
Quem sabe? A ficha ainda não caiu. Mas o PT do Maranhão não é problema para a Executiva partidária. É caso de polícia.
A fase da política expirou no instante em que, para afagar Sarney, um aliado de conveniência, o PT jogou ao mar Dino e seu PCdoB, parceiros históricos.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
NOTAS
Aprovado projeto de reconstrução da sede da UNE e da Ubes
PT
Secretário Geral do PT nacional confirma realização dos Encontros Estaduais,nos dias 21 e 22 , em todo o Brasil.